quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Imagine

Então, fexe os olhos e imagine-se em um mundo só seu. Algum lugar onde não há guerra, não há mentiras, não há inveja. Imagine-se em algum lugar, onde seus sonhos são possiveis, onde você pode ser feliz. Imagine, apenas imagine.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ela andava, com os pés descalsos sobre a areia fina e branca. Fingia focar a atenção em alguma concha que manuseava com seus propios pés.
- Então? - perguntava ele calmamente, enquanto permitia que a onda beijasse seus pés suavemente.
- Não sei. - respondeu de forma pronta e sem teatros.
- Simples, não?. - comentou com veemencia. Era possível notar o sárcasmo em sua voz.
Ela não olhara para ele, e não respondera absolutamente nada. Continuava mexendo com a pequena concha até que fragilizada partiu-se em dois.
- Então porque me chamou até aqui?
- Achei que quisesse me dizer algo antes de partir. - aqueles olhos tristes, faziam com que ele sentisse dor em encara-los. Mesmo assim não iria deixar que ela vencesse.
- Pois bem. - revirou os olhos desapontado. - Adeus.
- eu não consigo en... - respirou profundamente e deixou se levar por algumas gaivotas que pousavam no mar para saciar a sede. Fitava-as durante um tempo, como se  fingisse pensar. Talvez tentara tomar a voz que parecia ter sumido. - Tudo bem, Adeus.
Ele não se moveu, e tentando manter a calma perguntou em forma de suplica:
- Não vem mesmo se despedir? - um sorriso fraco, desistente, aparecera em seu rosto.
Ela manteve o silêncio. Quando ele ameaçou em se virar, pediu que ele viesse até ela.
Ele obedeceu. Foi até ela e abaixou a cabeça. Logo a menina ergueu-a com uma mão segurando em seu queixo fino, e o olhou fixamente. Esperou um olhar afetivo, e o beijou. Calorosamente, ele retribuiu. Um beijo pacifico, ardoso, mágico.
- o que foi isso enfim? - questionara. Sua face tornou-se um rósea, e possuia um brilho contagiante.
- O que nem eu, e nem você fomos capazes de dizer. - disse sorrindo. Seus olhos estavam umidos e alegres. Refletiam o azul e a serenidade do mar.
Ele apenas assintiu. Novamente ela o fitava. Em seguida, se afastou um pouco.
- Você não vai embora, vai? - por mais que tentasse esconder, parecia aflita.
- Vou estar onde você estiver. - concordou tentando retirar o espaço que ficara entre eles, se aproximando.
- Promete? - perguntou ainda aflita. Por mais que evitasse e tentasse se afastar, seus labios suplicavam que fossem tocados.
Ele sorriu. Dessa vez, era um sorriso meigo, apaixonado. Um sorriso de conquista, talvez tão verdadeiro que ela nunca teria visto antes. Passou-se alguns segundos, e ele a abraçou. Retirou o cabelo que o atrapalhava e sussurrou calmamente: eu não quero ir embora.
- Quero muito acreditar nisso - confessara. E ao mesmo tempo, sentiu seus olhos encherem-se de lagrimas, e tentou esconde-las olhando novamente para as gaivotas.Ele olhou-a com um ar de preocupação. Mas entendera. Enchugou suas lagrimas com sua blusa. E olhou-a nos olhos.
-  Não sei porque você acha tão dificil confiar nas pessoas.. - começou, mas ela o interrompeu prontamente.
- é impossivel. - disse entre soluços.
- pois bem. É capaz de confiar em sentimentos então? - perguntou ainda fixo em seus olhos.
- eles não mentem não é? - concordou indecisa.
Um sorriso de esperança brotava de seus labios.
- se confia em sentimenos, espero que possa confiar nos meus.  - disse calmamente, dessa vez desfarçando seu coração que ameaçava fugir estatégicamente pela boca.
Ela corou, e o olhou.
- porque não me disse antes? Sofri tanto com seu silêncio - perguntara perplexa, mas irradiava alegria em seu rosto antes palido, que agora ganhava cor.
- porque talvez eu esperava isso de você. - sorrira, e podia perceber que corava. - Eu te amo.
- E eu sempre te amei.
Ele então selou seus lábios que pediam que fossem tocados por sua magia encantadora.
- Então talvez não tenha sido um tempo perdido. - sorriu, e envoltou-a em seus braços, enquanto soltava um suspiro de alívio.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Triste realidade

  A cada eleição me decepciono mais. 
  Político tem um costume hipócrita de fingir que está melhorando o país. Fecha os olhos para todos os problemas que o Brasil enfrenta, e ao invés de solucionar, esconde.
  É mais vantajoso trazer a copa do mundo, a ter que melhorar a educação. E por culpa de todos os políticos corruptos e gananciosos, o brasileiro se tornou ignorante. O pior é saber que foi proposital. Porque é mais fácil assim. Afinal, qual é a vantagem em formar pessoas criticas, quando desviar dinheiro, ganhar milhões, e ainda ter custo benefícios, nunca foi tão simples? Deem 100 reais por mês aos mais pobres, e pronto. Surpreso com a democracia deste país? Ainda não viu nada. 
  Bem, falemos em moradias agora. Onde existe favela, existe mansão. O que significa que para existir pobreza, é necessário que alguém ganhe mais do que precisa. Mais uma vez, político é esperto. Cria programas para dar casas à quem não as pode pagar. Como se resolvesse. Dê educação, emprego, uma vida digna. Não torne, nós cidadãos, resultado desta sua falsa preocupação.  
  Acham que criar cotas realmente funciona. De que adianta? Se o aluno não tiver tido um decente ensino, não passará do segundo semestre da faculdade. O pior é que ocupam as vagas de quem se esforçou anos e anos. 
Na verdade, faculdade pública não deveria existir. Em país de primeiro mundo, quem quer fazer faculdade, paga por ela. Mas não fica em haver, pois o ensino básico e médio, realmente é de qualidade.
  Aqui, pagamos um dos mais caros impostos. E mesmo assim, ainda somos obrigados a bancar escola e planos de saúde. Os que não podem, geralmente morrem em filas de hospitais.
  E essa história de aposentadoria, só faz crescer a inflação. Sorte nossa que o eleito Serra não ganhou as eleições, pois realmente não sei o que seria de nós se acabasse no poder. 
  E em que maldito lugar, resolveram que professor não merece um salário digno? No Brasil, claro. Tem país que professor não é obrigado a se abaixar frente a um imperador, e aqui, recebe menos que vendedor de loja. 
  Sem comentar no ano de eleição em que milhões são investidos em publicidade, e as necessidades são esquecidas. Não que sejam lembradas em outros anos, mas neste em destaque, são totalmente deixadas de lado.
  Merda de política.
  Privatizam estradas e empresas que mais rendem dinheiro para o país. Investem em assuntos de menos importância, quando há fome e miséria. Esquecem da diginidade quando lavam suas mãos no dinheiro. Político é safado. Político é estúpido. 
  Duvido que um dia existirá alguém que realmente de as caras à uma mudança radical. Alguém que faça uma revolução e não uma pequena reforma. Que arrisque perder o cargo para de fato fazer algo para o país. 
  Vivemos em uma nação carente de respeito, criticidade e coragem. Há tempos, só os espertos vencem. Os bons são esquecidos. Sempre. E também é culpa nossa. Somos nós que elegemos esses filhos da puta. Era nossa a responsabilidade de escolher algum representante decente, que fizesse algo de positivo. Não. Somos egoístas. Continuamos com a incredulidade de votar em quem traz mais benefícios a nós. Então de nada adiantará alguém com propostas concretas, quando simplesmente não passará de 9% dos votos. Brasileiro é burro. Brasileiro é folgado. Brasileiro merece.

domingo, 31 de outubro de 2010

Reflexão


Quem se perde no mundo das aparências, acaba por esquecer o mundo das essências. E quem vive de suposições, acaba se afogando em suas próprias ilusões. Pessoas que apenas sonham, não vivem. As que são firmes a realidade, sofrem. E as que procuram o equilibro de quase tudo, são felizes.

Não mais.

Como odeio isso. Odeio sentir que não estou com o controle da situação. Odeio me exibir de mais sem querer. Odeio precisar chamar atenção. E odeio fazer isso sem perceber. Odeio pensar na idéia de que possam me chamar de fútil. Odeio mais ainda, fingir que tenho toda essa coragem. Odeio ter que me fazer de forte o tempo todo. E odeio não conseguir agir de forma adequada. Odeio ser boa em tudo, mas não ter algo em especial. Odeio ser boazinha, e ver que no final, só os maus se dão bem. Odeio forçar um interesse, porque simplesmente não consigo aguentar por muito tempo. Odeio não ser forte o suficiente, ou determinada o suficiente. Odeio ter esse habito de encontrar qualidades exageradas nos outros, e nenhuma em mim. Odeio não me aceitar, e me super exigir.  Odeio concordar e depois discordar. Odeio gostar e depois odiar. Odeio quando desisto porque há alguma chance de que eu perca. Odeio não poder acreditar em mim as vezes. E odeio me sentir tão infantil em outras. Odeio mudar tão rapido de opiniões. E realmente odeio a adolescência nesse aspecto. Odeio esse orgulho de não ser capaz de confessar meus erros. Odeio sufocar meus pensamentos, e soltar algumas baboseiras que nunca sairiam de mim. Odeio quando me arrependo. E odeio um pouco mais, quando finjo que não me arrependo de nada. Odeio também ter que vestir mascaras. Odeio mil vezes mais ainda, a ideia de não conseguir tira-las. Odeio precisar de alguém. E odeio muito sentir que realmente preciso. Odeio quando acabo provando algo que não sou. Odeio estar sempre pensando em como tenho que me comportar, e o que pensarão. Odeio ter que fingir que as outras opiniões não importam, quando na verdade, são elas que me deixam tão frustrada. Odeio tanto, não poder seguir minha personalidade. Odeio saber que eu posso, mas não consigo. Odeio mesmo, é não ter coragem de dizer o que realmente penso. Odeio estar sempre me comparando aos outros. Odeio me sentir na obrigação em ter que provar algo para as pessoas. Odeio sentir que preciso escrever para que leiam, fazer para que vejam. Odeio tanto isso. E odeio mais ainda não fazer nada para tentar mudar. Odeio o fato de estar negando isso a tanto tempo. Mas não odeio dizer que isso chegou ao fim. Simplesmente cansei de odiar. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Liberte-se

Por mais que amar seja bom, as vezes acho que quando o amor é mal interpretado, trás riscos. Sentimentos confundidos, é perigoso. É importante medi-los, e, se ultrapassar o amor próprio, cuidado. Não precisamos de outro alguém, apenas gostamos da companhia. Se apaixonar, não passa de uma aventura. E amar, é pra poucos, e o amor, para um só. Quando ele realmente estiver presente, será fácil de perceber, porque este irá durar. Enquanto isso, aproveite. Nada de preocupações em viver só. Sempre terá alguém do seu lado. A diferença, é que você, só deve satisfações a você. E quer saber? Ser livre é bom. Bom o suficiente para manter essa sensação de paz, e tranquilidade. O suficiente para me fazer viver intensamente. O suficiente para me deixar criar asas e voar.

Cabeça erguida, olhos fixos, passos a frente.

  Sempre acho que as pessoas tem medo de viver. Elas possuem uma fragilidade estranha em mudar de rotina. Não se arriscam por poder botar tudo a perder e procuram sempre deixar as coisas iguais. Pois é tradicionalistas. Historicamente falando, vocês já saíram de moda há tempos.
   Gosto de pessoas que procuram viver intensamente, que não esperam, mas vão atrás. A diferença está na atitude. Quem não tem, perde. Quem tem... bom, consegue tudo o que quiser. Simples assim. 
   Pessoas que falam de outras pessoas, são covardes. As que concordam com tudo, são ignorantes. E as que copiam, sem personalidade. Há as pessoas que tem medo de amar, burras. E outras que desistem facilmente, falta de confiança. Piores, são as que vestem máscaras, e nunca as tiram. Para essas, ignoremos qualquer adjetivo.  
   É fato, que o medo, existe para que evitemos erros que depois não possam ser concertados. Mas tentar desviar qualquer barreira, não é solução, é fuga. O necessário é pula-las. Sem insegurança, sem medo. Somos fortes, somos capazes. E acreditar, é a base fundamental para tudo.